Resenha: Cinderella is Dead - Kalynn Bayron

Título: Cinderella is Dead 
Autora: Kalynn Bayron 
Livro Não Publicado No Brasil
Páginas: 391



Já se passaram 200 anos desde que Cinderela encontrou seu príncipe, mas o conto de fadas acabou. As adolescentes agora são obrigadas a comparecer ao Baile Anual, onde os homens do reino selecionam as esposas com base na exibição de elegância de uma garota. Se uma combinação adequada não for encontrada, as meninas não escolhidas nunca mais serão ouvidas.

Sophia, de dezesseis anos, preferia muito mais se casar com Erin, sua melhor amiga de infância, do que desfilar na frente de pretendentes. No baile, Sophia toma a decisão desesperada de fugir e se esconde no mausoléu da Cinderela. Lá, ela conhece Constance, a última descendente conhecida de Cinderela e suas meia irmãs. Juntas, elas juram derrubar o Rei de uma vez por todas - e no processo, elas aprendem que há mais na história de Cinderela do que elas jamais souberam. . .

Essa nova abordagem de uma história clássica fará os leitores questionarem as histórias que ouviram, e torcer para que as meninas quebrem as construções do mundo ao seu redor.



"Todos os contos de fadas tem um pouco de verdade. Separar a verdade das mentiras pode ser complicado, no entanto."

Cinderella is Dead é uma Fantasia YA e conta a história 200 anos após a morte da Cinderela, onde garotas negras LGBTQI+  se unem para derrubar o patriarcado de um reino. 

Nesse livro conhecemos Sophia, uma jovem que é totalmente contra as leis do Reino, onde as mulheres são obrigadas a sempre seguir as ordens dos homens (maridos e pais). Ela é apaixonada por sua amiga Erin e por diversas vezes pede para Erin fugir com ela, afinal ser LGBT+ nesse Reino também é proibido, mas diferente da Sophia, Erin tem medo e quer seguir as regras.

Sophia está se preparando para o baile anual da Cinderella, o rei convocou todas as garotas entre 16 e 18 anos para participar, e nesse baile os homens irão escolher sua futura esposa e as mulheres não podem opinar sobre isso, somente aceitar.



Sophia viu várias mulheres sendo forçadas a isso, ela não quer isso, então após ver uma das moças sendo humilhadas pelo Rei por não se vestir apropriadamente ela foge do Baile, e nessa fuga conhece Constance.

"Só porque eles nos negam, não significa que deixamos de existir. ”

Constance é a última descendente da Cinderella e suas meias irmãs, assim como Sophia odeia todas essas regras, odeia o Rei e vive em fuga constante, e agora junto com Sophia além de fugirem do Rei, elas decidem que é hora de acabar com todo esse reinado (nesse momento estou gritando enquanto escrevo). As duas são inteligentes e determinadas, é impossível ler esse livro e não vibrar por ambas.

Esse livro me atraiu pela capa, afinal quantas vezes a gente vê uma capa com o titulo de "Cinderella está morta" e a personagem preta juntos?

O livro não abordou racismo como imaginei que ia abordar, mas abordou o machismo, LGBTfobia, violência doméstica, agressão contra a mulher, entre diversos outros temas. A forma que a autora recontou a história da Cinderella foi fantástica. A autora tem uma escrita fluída tornando a história ainda mais gostosa de ler, e esse livro é aquele tipo de leitura para jovens que agrada todos os públicos. 

"Não se cale.Fale mais alto.

Seja uma luz no escuro."

Um dos motivos desse livro não ter sido favoritado é que senti que a autora deu uma corrida no final, talvez uns dois capítulos a mais fosse o suficiente para tornar esse livro perfeito. Essa é uma nova versão de Cinderella, totalmente feminista e onde duas jovens querem destruir o patriarcado, além de contar com o relacionamento delas que também foi lindo.


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